Minhas queridas...![]()
Breve estarei colocando o conto completo de "Laura". Espero que tenha gostado, deixem seu recadinho.
Um ótimo final de semana, fiquem em paz... beijinhos...
Minhas queridas...![]()
Breve estarei colocando o conto completo de "Laura". Espero que tenha gostado, deixem seu recadinho.
Um ótimo final de semana, fiquem em paz... beijinhos...
Eu tento...
Não te querer
Não te tocar
Não me perder
Neste teu olhar.
Eu sinto...
Meu coração bater
Quando por perto estou
Minha mão tremer
Se de ti eu não sou.
Eu sigo...
O teu caminhar
Pela praia linda
É quase um bailar
Esta tua vinda!
Soneto se Eu pudesse! Ah, se eu pudesse entender... O que teus olhos tentam mostrar Ah, se eu soubesse saber... O que tu queres acreditar. Ah, se tua alma falasse... E eu conseguisse então te dar Ah, se teu coração amasse... O mesmo que eu sei amar. Seria mais fácil pra mim O que desejo te declarar Tu entenderias para que vim Em teu ouvido sussurrar. Ah, se eu soubesse saber... O que te faz enlouquecer.
Laura
Até quando Laura? (Reconciliação)
Fim de semana... O doce sopro da madrugada conduz-me até a varanda, deito-me na rede, a mesma que tantas vezes foi cenário da paixão, testemunha do amor, logo vem na lembrança o sorriso de Laura... Sinto em meu corpo o abraço de Laura, o toque, as mãos, o beijo ardente e macio. Tento desvencilhar, afastar aqueles pensamentos, tentar sentir o cheiro da chuva, mas é impossível, outra vez, faz-se presente o seu nome, Laura... Laura... Laura!
- Ai meu Deus, até quando? Resmungo baixinho com a voz rouca.
O sono não vem, os pensamentos povoam meu ser imaturo e ferido, olho para a chuva, sinto o vento frio, outra vez aquele sorriso vem torturar-me, as mãos geladas e tremulas passeiam pela face sólida, relembrando Laura, vontade de gritar, vontade de voltar ao tempo, impedir tanto lamento, fechar a porta, segurá-la em meus braços, desfazer suas malas, afagar a dor com um beijo profundo, tocar-lhe a pele, fazer-lhe amor...
Quantas vontades eu tenho, que saudades eu venho, agora sentir por Laura. Minha doce amiga, minha louca amante, minha companheira, minha linda errante. Minha menina mimada.
Levanto-me, pego uma garrafa de vinho, aquela que ganhei de Laura, aquela que não chegamos a compartilhar, degusto lentamente, quase meia garrafa, tentando atrair o sono, tentando esquecer por um instante ao menos, mas é em vão. Meio trôpega não sei se do vinho, não sei se por saudade e desejo, pego o telefone, disco seu número, minhas mãos tremem, minhas pernas amolecem, minha pele sua, no outro lado da linha um alô sonolento e triste invade minh’alma de dor.
-Alôôô!
Que voz suave, que vontade...
Desligo, aflita, deixando o medo superar a saudade, sinto-me frágil, covarde, confusa, incapaz.
Outra vez o telefone, outra vez aquela voz diz-me alô. Prendo a respiração, com medo que Laura reconheça-me, não consigo soltar a voz, um nó na garganta toma conta, apavora meu olhar, outra vez, outro alô, e, eu? Já não consigo manter-me em pé, o desespero invade-me, o medo, a saudade, aquele sorriso, aquelas mãos e outro:
- Alô! Quem é?
Eu tento, tento, tento, mas é impossível responder ao seu chamado, meu corpo descontrolado só consegue suspirar, pois já não suportava mais a respiração prender em meu peito. Novamente Laura, num outro alô.
- Alô Julia? E você?
Meu Deus! Que poder sobre mim exerce Laura. Tudo em meu corpo trava. A voz, as mãos, e de novo a respiração, até que num toque de mágica e após buscar muita coragem interior consigo responder ao seu clamor por entre murmúrios.
- La... Laurrr... Laura?
Que nome doce, Jesus, que nome é esse? Que feitiço foi feito por Laura pra tudo isso invadir minh’alma? Meu Deus ajuda-me. Eu preciso falar, não vou mais suportar, quero de volta o amor, quero agora o ardor e a voz de Laura por perto, tão perto quanto a saudade, que agora invade. Senhor... Por favor?
-Ju? Amorzinho fala comigo?
- Laura? Vida minha, minha Laura?
- Ju. O que você tem? Ta doentinha? Aconteceu alguma coisa grave?
- Aconteceu.
- Ju. Amorzinho. Me conta, o que você tem?
- Eu não tenho. Laura eu não tenho, agora, você.
A voz triste no outro lado da linha faz-me parar de sentir pena de mim. Laura, minha linda Laura, demonstra estar tão ou mais triste que eu. E eu, em minha egoísta dor, não poderia ter dado conta, que também sofreria Laura, por falta, do nosso amor.
(Continua)
Laura
- Ju...
Maldita timidez! Por que não consigo falar? Por que não consigo expressar?
- Ju...
- Laura...
- Ju... Amorzinho, fala comigo? Diz alguma coisa. Qualquer coisa.
- Volta pra casa?
Suplico, nem sei como. Nem sei com que força. Por um instante, o vazio, o medo, de novo as mãos tremulas, as pernas bambas. E o silêncio. Imenso.
- Ju. Eu te amo. Te amo muito. Mas as coisas ficaram tão complicadas entre nós. Também sinto sua falta Amorzinho. Mas tenho medo...
- E eu, maior que o medo, tenho amor, um amor que não suporto mais afagar.
- Volta pra casa? Volta pra nós?
- Ju... me perdoa?
- Laura, minha vida, eu faço o que você quiser, o que você pedir, mas volta pra mim meu amor. Não estou mais suportando esta dor.
- Ju... Posso ir a sua casa pra conversarmos?
- Vem, por favor.
Desligo o telefone, enquanto espero aflita. A casa vazia, a solidão, o vento gelado soprando seu nome, o cheiro de Laura que insiste em permanecer pelos cantos, o porta retrato na estante, Laura e eu, num sorriso farto, num dia comum, pego o porta retrato, abraço firme contra meu peito, como se pudesse abraçá-la, aquele momento gravado para sempre, nem lembro quando foi tirada aquela foto, Laura... Linda. Enquanto espero, milhões de pensamentos estranhos passam por minha cabeça, o tempo que parece não passar, teria desistido de vir, será que estaria bem, será que ainda amava-me. Deus, quantos pensamentos, quanto medo, e a hora que não passa. Os segundos prolongam-se. Que desespero.
Volto até varanda, deito-me na rede, a chuva ainda mais forte abafa o som do meu choro incontrolável, as lembranças daquele dia, do dia em que minha Laura partiu, nem sei bem o porque, uma briga inútil, algumas palavras duras machucaram nosso amor naquele instante e deixamos-nos levar pela fúria. Ainda lembro-me de quando fechou a porta em suas costas, com violência e raiva, sem olhar para trás, levando consigo a alegria de nossa casa, deixando a solidão abrigar nossa cama. Como éramos felizes, completas, amigas. Nossos carinhos eram sempre constantes, recíprocos, sempre foi mais que um simples relacionamento, mais do que sexo. E nós duas sabíamos disso.
Ouvi um barulho na porta, assustei-me, nenhuma voz, o silêncio novamente, voltei a deitar em nossa cúmplice rede, aquela que por tantas vezes fizemos amor e adormecemos na exaustão, não conseguia parar de chorar, meus soluços aumentavam, a dor também, que sensação estranha tem o abandono.
- Laura... Minha doce Laura. Resmunguei ainda em prantos.
- Amorzinhooo...
Laura
Ecoou pela casa vazia o imenso clamor de minha amada, pensei ter imaginado aquela voz deliciosa e rouca. Talvez a saudade ou o efeito do vinho estivesse fazendo-me ouvi-la.
Estremeci por completo quando suas delicadas mãos tocaram meu ombro. Relutei em abrir os olhos inchados do pranto, não queria deixar-me levar pela ilusão, como quem vê um Oásis em meio ao deserto, como tantas outras vezes havia acontecido. A visão de Laura pela casa. Plena ilusão.
Outra mão tocou-me a pele tórrida. Era Laura. Abri os olhos para ter certeza daquela sensação. Laura, linda, tomou-me em seus braços, num terno abraço, passou as mãos em meu rosto molhado, secou uma lágrima que corria aflita, olhou no fundo, bem no fundo de meus olhos, como se pudesse ver claramente minh’alma e disse numa voz embargada:
- Não chora Amorzinho. Estou aqui. Vamos conversar.
- Eu te amo Laura, mais que minha própria vida. Não sei se consigo conversar. Palavras são jogadas ao vento quando trata-se de amor, deixa o abraço falar por nós duas porque eu não tenho mais forças sem você aqui.
Abraçamos-nos. Por um longo tempo. Nossos corações batiam forte, em compasso. O som da chuva forte parecia querer embalar-nos, dizendo por nós todas aquelas palavras presas em nossas gargantas.
Ainda ali na rede, ainda abraçadas, trocamos um beijo árduo, sofrido e cheio de paixão. Já não suportava a saudade do corpo de Laura, aquele abraço gostoso, aquele perfume de mulher, aquela voz embriagante, aquelas mãos, meu Deus. Que desespero sentia em meu seio, parecia que meu peito ia estourar, todos os sentimentos misturaram-se naquele beijo, todas as lembranças e emoções.
Nem sei como, para nossa cama fomos. Despimos-nos descontroladas, nossas mãos pareciam insanas tocando suave e feroz nossos corpos. Um beijo, outro beijo, as mãos. O toque, a pele, os gemidos, a respiração, a boca entreaberta, outros gemidos, o prazer, outro e mais outro prazer, nossos corpos suados, colados, encaixados.
Como eu queria fazer-lhe amor, como nunca antes quisera.
E a madrugada, soprava agora um vento mais doce, mais terno, mais calmo.
Amamos-nos deliciosamente, com loucura, com paixão, com ternura e emoção, amamos-nos por horas a fio, como se não existisse a exaustão. Parecia sonho, daqueles de menina sonhando com o primeiro amor.
Laura, minha doce Laura, agora adormecida em meus braços, parecia um anjo, às vezes sorria e procurava meu abraço. Eu abraçava-a, com uma vontade enorme de gritar aquela felicidade, toquei em seus lábios mais uma vez e cerrei meus olhos num sono profundo de paz.
FIM
Queria senti-la frágil
Apoderar-me da tua pele
Saborear tua boca num beijo
E desfrutar uma longa noite.
Numa destas noites estreladas
Enlaçar-te pela cintura
Mergulhar na madrugada
E sentir teu perfume em mim.
Queria senti-la deslumbrante
Tocar teu rosto, brincar com teus cabelos!
E senti-la arder ao meu toque.
Numa dessas noites enluarada
Passar uma rosa por todo o teu corpo
E fazer-te amor, até o amanhecer.
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BRASIL, Sudeste, SAO SEBASTIAO, Juquehy, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Cinema e vídeo, Arte e cultura, poesia, literatura, game, viagens, conto