•¨`*• Contos de Léa •¨`*•


25/02/2005


Poema Quero

Poema Quero

 

1ª Parte

 

Quero, muito mais que alegria

Quero sorrir todos os dias

Quero acordar e sentir todo amor

Quero a esperança e o ardor

De uma noite de desejo e  loucura

Quero que a vida e a doçura

Façam parte de cada momento

Longe daquele sofrimento

Perto, bem perto da esperança

Pois ainda sou uma criança

E tenho medo da desilusão

Solidão

Voa pra longe do meu olhar

Traga de volta a vontade de amar

E ser feliz, feliz, feliz!

Eu não posso deixar que invadam

Meu coração e me tragam

Um riso triste disfarçado

Sei que desejo não é pecado

E é por isso que tomo cuidado

Com a voz que despertará

Meu sono e me tragará

Pro fundo do meu coração

O sentimento e a ilusão

 

(Continua)

Escrito por GAY Inside às 21:58:00
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Poema Quero

Poema Quero

 

2ª Parte

 

Eu não posso, eu não quero, eu não permito!

Que tudo que há de aflito

Povoe meu ser e minh’alma

Preciso urgente da calma

Pra renascer numa paixão

Quero sentir o calor das tuas mãos

A madrugada implora por um corpo quente

Por um sorriso que me faça ardente

Que me traga de volta o céu

Que invada e delire em meu mel

Quero ser brava e guerreira

Lutar, derrubar as barreiras.

Que a vida impõe no amanhecer

Quero ser firme e permanecer

Seguindo cada um de teus passos

Me entrego, te guio, te laço

Te trago para meu coração

Pra desvencilhar a solidão

Aplaudirei, tudo aquilo que faz

Meu coração, ingênuo, ter paz.

Escrito por GAY Inside às 21:56:41
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Contos GLS. Amores Possíveis

Contos GLS.

 

Amores Possíveis.

 

Estava voltando de uma viagem, cinco semanas fora de casa, na estrada, fotografando o pôr-do-sol em diversas cidades para meu editor. Cansada, dormindo ali, aqui, acolá, em pousadas, hotéis, no carro, faltava pouco pra chegar em casa, parei para abastecer, numa cidade vizinha a minha, onde estudei por três anos e fiz muitas amizades. Estava quase saindo quando o carro morreu, deixei-o na oficina e fui tomar um café do outro lado da rua.

Acendi um cigarro e ouvi aquela velha voz amiga em minhas costas: “Quem é vivo sempre aparece”. Virei e dei de cara com uma amiga dos tempos de colégio. Clarice. Uma pessoa maravilhosa, doce e meiga. Sempre nos falávamos por telefone... Mas quase não nos víamos. Ela me convidou pra almoçar, eu aceitei. Tínhamos tanta coisa pra falar, que nem vi a hora passar... Ela sabia que eu era les, desde os tempos da escola, falamos de trabalho, da vida, de amores, da minha viagem. Fomos caminhando lentamente até a oficina, pensando que já iria partir fui me despedindo de Clarice e tive a notícia que meu carro não funcionava, só ficaria pronto no outro dia. - E agora?  Resmunguei.

Escrito por GAY Inside às 21:47:34
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Amores Possíveis

...

Amores Possíveis. Continuação

 

- Pega tuas coisas e dorme em casa esta noite! Amanhã tu segue viagem.

- Não precisa Clarice, eu fico num hotel, não quero incomodar.

- Nem pensar, tu vai ter que passar a noite aqui de qualquer jeito, então que seja em minha casa. Fica vai? Faz tanto tempo que não nos vemos.

Eu aceitei é claro, como poderia negar a um pedido deste. Ainda mais vindo de uma amiga que eu não via há tempos e que eu adorava.

Que coisa louca é o destino. Como eu poderia imaginar...

Fomos pra casa dela, jantamos, conversamos, tomamos um vinho, rimos... Rimos muito, como há muito tempo eu não fazia. Ela perguntou se eu queria tomar um banho e disse que ia arrumar uma cama pra mim em seu quarto. Sai do banho e tomei um enorme choque!

- Meu Deus! Resmunguei.

Ela estava deitada só de calcinha e camiseta. De bruços, com um livro nas mãos.

Que mulher linda! Pensei.

Clarice se virou ao meu clamor, com um sorriso lindo, iluminado e me chamou pra tomar mais um gole de vinho.

 Eu sentei em sua cama, tomei o vinho e a fitei. Ela se levantou, roçou suas pernas nas minhas e foi até a cozinha levar a taça. Voltou, roçou novamente suas pernas em mim e deitou. Eu perguntei onde estava a cama que ela ia arrumar pra mim. Ela sussurrou em meus ouvidos provocantemente.

- Vai ter que dormir aqui comigo!

“Meu Deus. O que esta mulher está fazendo comigo? Somos amigas. Não pode ser”. Pensei.

Ela me fitava com olhar de malícia e desejo, parecia que implorava pra que eu a tocasse.

- Clarisse! O que você quer? Deixar-me maluca é?

Ela ignorou minha pergunta e passou as mãos em minhas pernas, num toque longo e suave. Eu suspirei profundamente. Ela riu baixinho. Minha cabeça estava quase dando um nó, ela era hetero, linda, mas hetero, o que ela estava querendo? Provocar-me? Enlouquecer-me?

- Clarice. Não brinque com fogo.

Escrito por GAY Inside às 21:46:28
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Amores Possíveis

...

Amores Possíveis. continuação

 

- Não estou brincando, eu quero ficar contigo esta noite.

Eu não suportei aquelas palavras que pareciam implorar por um beijo quente. Com os lábios desesperados beije-a, por um longo tempo, senti seu gosto doce. Que beijo bom, que boca gostosa, que lábios carnudos. Que mulher.

Até aquele momento eu nunca tinha olhado pra ela como mulher, e sim como amiga, uma grande amiga, naquele instante pude perceber tamanha beleza, cabelos, negros e lisos, olhos cor de mel, pele branca envolvendo um corpo perfeito, de dar inveja.

Clarice beijava-me com loucura enquanto eu acariciava seu rosto.

Beijei, mordisquei, sussurrei!

Ela gemia e se contorcia colando seu corpo ao meu. Guiava minha mão por sua pele. Ela apertava o lençol com força, eu a acariciava com a boca, os lábios, o rosto, o ouvido, o pescoço, a nuca. Ela gemia ofegante, pedindo mais.

- Eu te quero! Resmungou baixinho.

Ela levantou-se da cama, colocou uma música e despiu-se, olhando-me firme nos olhos. Eu quase enlouqueci quando a vi nua, com sua pele branca suplicando o toque. Deitou-se sobre meu corpo, com as faces rubras de desejo, ofegante, beijou-me com fúria, passeando suas belas mãos por minha pele, provocando-me, começou a cavalgar deliciosamente, tocando meu sexo com o seu, eu gemia, tremia, suspirava, prendia a respiração e a soltava, meu corpo todo latejava, de desejo, prazer, loucura e sensatez.

Clarice resmungava palavras incompreensíveis, balbuciava alguma coisa, sentada sobre meu sexo, vezes contorcia no alto, vezes beijava-me a boca e o pescoço, eu passeava minhas mãos em sua bundinha arrebitada e firme, ela estremecia, massageava meus seios já durinhos de tesão. Ela soltou um gritinho tímido quando penetrei em seu cuzinho delicioso, afaguei com um beijo demorado e suave, vi que ela estava gostando e penetrei em seu sexo totalmente molhado, fazendo um duplo, comecei um movimento de vai e vem. Ela gemeu alto. Fitou-me, segurou meu rosto com as duas mãos e invadiu minha boca nervosa com sua língua quente e desesperada. Ficamos assim por um longo tempo, eu a penetrava docemente enquanto ela beijava-me e contorcia seu corpo magnífico de prazer, até que ela não suportou mais segurar e começou a estremecer resmungando, gemendo, suspirando. Clarice soltou um grito gostoso e gozou sob meu toque em seu íntimo. No auge do prazer gritou meu nome e jogou seu corpo exausto sob o meu. Aquilo parecia música para meus ouvidos, vê-la chamar meu nome enquanto gozava feroz.

Como eu poderia imaginar, minha amiga há tanto tempo, linda, atraente, deliciosa.

Clarice parecia ter ouvido meus pensamentos.

Escrito por GAY Inside às 21:41:17
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Amores Possíveis

...

Amores Possíveis. Continuação

 

Tomou-me em seus braços, beijou meu corpo todo, acariciando e passeando sua língua. Desceu até meu sexo completamente úmido, e começou a chupar, lamber, mordiscar devagarinho. Deixando-me louca de desejo, provocou-me por quase uma hora, lambendo e chupando meu sexo. Eu já não podia mais suportar tamanha tortura, meu corpo todo suplicava por ela. Parecendo perceber meu desespero, penetrou-me e tocou meu clitóris inchado e pulsante de tanto tesão. Fazendo movimentos circulares, num vai e vem de tirar o fôlego, fez-me gozar tão gostoso que eu mal podia compreender. Senti meu corpo tremer e flutuar em suas mãos. Gritei quando orgasmo chegou violento, deixando-me exausta. Estávamos suadas e com a face rubra. Foi demais. Nada planejado. Tudo perfeito.

Clarice deitou-se ao meu lado, juntou seu corpo ao meu e beijou-me com ternura.

E assim permanecemos por horas a fio, nos beijando, fazendo carinho uma na outra, sem dizer uma palavra, como se o mundo lá fora não existisse, como se não fossemos amigas e cúmplices. Mas como amantes. E assim somos até hoje, dois anos após aquele reencontro inesperado e surpreendente, amantes insaciáveis, parceiras, namoradas. E tudo que a solidão tocava, foi substituído pela paixão, pelo amor que sentimos e mantemos vivo em nossos corações.  Nos vemos todos os fins de semana, é sagrado, de Sexta-feira a Domingo, passamos juntas, grudadas, nos amando e fazendo companhia uma a outra. Trocando confidências e carinhos. Por que a vida tem muitas maravilhas, mas... Somente o Amor nos eleva e nos faz sentir paz. E eu sou grata por esta PAZ!

 

Fim.

Escrito por GAY Inside às 21:39:39
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Conto. Traição

1ª Parte

Traição.

“Não é nada disso que você está pensando! Eu posso explicar!”
Com certeza essa é a frase mais idiota que alguém pode dizer. Principalmente pra mim, que sou uma aquariana com ascendente em virgem, detalhista e observadora. Consigo perceber um olhar a léguas de distância, poucas palavras são suficientes para que eu entenda qualquer coisa.
Mas, para algumas situações, não é preciso inteligência, ver minha namorada aos beijos com outra garota, e ainda dizer que “não era nada daquilo que eu estava pensando” era o fim, realmente ela estava subestimando minha capacidade de percepção.
Eu não conseguia esquecer aquela frase. Apesar de sentir-me magoada com a traição, tinha muita sorte por não estar completamente apaixonada por aquela mulher, estávamos juntas há menos de quatros meses e ela já enfeitava minha cabeça, confesso que gostava muito da morena, e que, às vezes sentia saudades dos nossos finais de semana juntas.
- Não estou pensando nada, não é preciso pensar, eu estou vendo você agarrada com essa garota. Vai se arrepender por isso, e ainda vai me implorar por perdão!
Foi só o que consegui dizer naquela noite, no meio da rua, Jenifer dentro do carro, aos beijos com outra mulher, eu caminhei lentamente de volta para casa, minha casa agora vazia, os olhos úmidos, o orgulho ferido e o coração arrasado.
A raiva fez-me apagar todos os vestígios de Jenifer pela casa. Juntei tudo, fotos, cartas, presentes, a agenda de ano novo, uma blusinha preta, o anel... Coloquei tudo numa caixa de sapatos e entreguei a ela, no dia seguinte. Ela fitou-me com olhar de reprovação, mas nada disse. Apenas ficou sentada, olhando para a caixa.
Dureza era ter que vê-la todos os dias na repartição, nos primeiros dias, não nos falávamos, ela com ar de medo, eu com raiva, passava num rompante danado, cumprimentava todos, com um “Bom Dia” pra lá de sorridente, mas fazia questão de ignorar sua ausência.
Sempre que eu a fitava, ela estava me espiando sorrateiramente. Duas semanas depois, a morena começou a me cumprimentar, eu apenas respondia um “Oi” frio, demonstrando desinteresse.
Com o passar do tempo, voltamos a nos falar, coisas sem importância, frases curtas, afinal trabalhávamos juntas, e éramos obrigadas a manter uma certa relação, por mais indiferente que fosse.
Certa tarde, ficamos sozinha na repartição, a morena sentou ao meu lado, baixou a cabeça e ficou quieta, como uma criança que faz arte e se arrepende.
- Aconteceu alguma coisa Jenifer? Perguntei.
- Me perdoa, por favor? Suplicou baixinho.
Em silencio, desliguei o computador, arrumei minha bolsa, peguei a chave do carro e olhei bem séria em seus olhos dizendo:
- Posso até perdoá-la, mas e daí? Como vou poder confiar em você novamente? Quem garante que não vai fazer de novo?
- Me perdoa? Eu te amo! Respondeu a morena.
- E quando foi que descobriu que me amava? Quando me perdeu? Perguntei num tom bravo.
- Eu sei que errei, mereço perder seu amor, mas, por favor, não me prive da sua amizade.
- Tudo bem Jenifer, podemos ser amigas daqui por diante. Levantei e segui em direção a porta completando: - Até segunda-feira, tenha um bom final de semana.
Neste instante a morena correu até mim, segurou em meu braço, eu a fitei profundamente, ainda sentia saudades daquelas mãos, daquele perfume, daquela voz rouca. Tive vontade de beijá-la, de me aninhar em seus cabelos...
- Podemos sair hoje à noite? Pra conversar? Perguntou.
- Não vai dar, desculpe, é que eu vou viajar hoje à noite, só volto no Domingo. Outro dia... Quem sabe...
- Você está saindo com alguém? Perguntou meio assustada.
- Vou para a casa de meus pais. Respondi e sai sem olhar para trás.
Fui visitar minha família no litoral, passei o final de semana pensando na conversa que tive com Jenifer, tentava desvencilhar os pensamentos naquela morena, mas era impossível. Fiz o que pude, peguei onda, passeei, fiz trilha de moto com minhas primas, mas nada me fazia esquecer aquela conversa. Pensava se realmente Jenifer estava arrependida. Ou era só charme, tentando me seduzir novamente para depois dar o bote.
Na Segunda ela chegou ao trabalho radiante, filha da mãe, vestida pra matar, e que perfume.
Cumprimentava todo mundo com um sorriso faceiro, parecia muito alegre, eu com a pulga atrás da orelha pus-me a pensar, era muita felicidade, pra uma garota que três dias atrás estava de cabeça baixa pedindo perdão com carinha triste, de bebe querendo colo.
Mergulhada em meus pensamentos, nem percebi quando ela chegou em meu ouvido, com a voz mais gostosa do mundo, dando-me um susto e dizendo:
- Será que hoje à noite você está disponível pra uma conversa mais amistosa?
Senti meu corpo ferver, podia sentir o calor daquele corpo moreno cheio de volúpia suplicando por meu toque.
- Hoje à noite... É... Acho que sim. Respondi com a voz embargada e a cabeça confusa.
- Pode ser as nove? Eu te encontro no barzinho, perto de casa. Disse.
- Tudo bem, as nove. Respondi.
Eu não podia acreditar que estava deixando-me levar por seus encantos. Caracas! Ela traiu-me! E ainda por cima subestimou minha inteligência. “Não é nada disso que você está pensando! Eu posso explicar!” Essa frase voltou a latejar minha cabeça. Eu só posso estar maluca. E meu orgulho, meu ego? Tinha que dar um jeito de reverter toda aquela situação. Não poderia deixar o controle nas mãos dela, de forma alguma, eu tinha que dar as cartas, mostrar pra ela quem mandava, tinha que fazer alguma coisa, mas o que? O que?
Um misto de raiva, mágoa, desejo e ansiedade tomaram conta de mim. Tinha que pensar em algo e virar o jogo. Mal pude trabalhar durante o dia que insistia em não terminar, procurei ser fria ao máximo com ela, sempre que perguntava alguma coisa eu limitava-me em “sim, não”.
No fundo estava gostando daquele joguinho. Mas a bandida provocava-me, insinuava-se, coçava as pernas e deixava-a a mostra. Passava a mão na nuca, fingindo estar com calor... E assim foi, o dia inteiro, eu tentando mostrar indiferença e ela, linda, provocando meus instintos.
Depois de uma eternidade, chegou a tão esperada “nove horas”, tomei um banho quentinho, tentando acalmar a ansiedade, relaxar e retomar a firmeza.
Quando cheguei ao bar, lá estava ela, desesperadamente linda, maravilhosa, gostosa, com os cabelos soltos, um vestido creme que acentuava ainda mais sua cintura e seu bronzeado, rodando uma chave nas mãos. Olhava para tudo quanto é lado, eu ri baixinho, percebendo seu nervosismo, cheguei bem perto e disse olá.
Ela retribui com um sorriso magnífico, daqueles que faz uma mulher perder o controle, bem, na verdade sempre que estava ao lado dela eu achava que ia perder o controle.

(Continua)

Escrito por Inside às 00:16:44
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Conto. Traição

2ª Parte

Traição.

- Boa Noite! Disse ela
- Boa Noite! Respondi. Faz tempo que você chegou?
- Não. Uns dez minutos. Virou-se chamando ao garçom e pediu: - Por favor, um Martine.
Meu drink preferido. E ela sabia disso, é claro.
- Será que você seria capaz de me perdoar? Perguntou e abaixou a cabeça.
- Eu não tenho o que perdoar, pois não sinto raiva de você.
A morena fitou-me ternamente por uns segundos, mordiscou os lábios inferiores e disse.
- Pode não ter raiva, mas sente mágoa, e eu compreendo isso. Pensei e repensei milhares de vezes minha atitude infantil, estou muito arrependida, de coração. Sinto muito a sua falta.
- Jenifer... Eu...
E a morena interrompeu-me dizendo:
- Eu sei que você está magoada, confusa, com medo de confiar em mim outra vez. Mas olha, acredite, ninguém sofreu mais do que eu com toda essa história.
- Eu acredito em você. Respondi.
- Será que seria muito difícil lembrar das coisas boas que vivenciamos juntas?
Nessa hora eu já suava frio completamente, não sabia o que responder, apenar sorvia aquela voz e deliciava-me pensando naquele corpo nu em minha cama, eu podia imaginá-la fazendo loucuras com aquela boca carnuda.
Conversamos até tarde, bebemos mais um pouco, rimos e nos perdoamos algumas vezes.
Terminamos a última bebida, já meio tonta, pedimos a conta, ela fez questão de pagar, levantamos e saímos devagar.
- Você viu a chave do meu carro? Não estou encontrando? Perguntei enquanto fuçava a bolsa.
- Está comigo.
Estendi minha mão para pegá-la e senti meu corpo todo queimar com o toque das mãos dela na minha.
- Sei que mora perto, mas posso te levar até a porta do seu prédio, esta muito tarde. Disse.
Ela assentiu com um sorriso, entrou no carro, colocou uma música, recostou-se no banco e suspirou alto.
- O que significa este suspiro tão profundo? Perguntei.
- Significa que eu estou te querendo demais. Respondeu.
Realmente aquela morena sabia o que fazer para tirar-me do sério. Meu rosto afogueou. Minhas mãos ficaram tremulas e a pernas bambas.
- Você fica ainda mais linda e desejável com a pele queimada do sol. Disse. Pelo jeito o final de semana foi bom.
- Obrigada. Foi muito bom mesmo. Respondi e virei-me para ela.
Jenifer aproximou seu rosto ao meu, pude sentir o calor que corria por nossos corpos. Não resistindo aquela tentação, beijei-a, com loucura, desespero, desejo, saudade...
Ai... e que beijo bom.
Ficamos ali, mergulhadas num beijo desesperado, por longos minutos, as mãos aflitas, começaram um bailar delicioso.
Afastei-me de súbito, Jenifer, ainda com os olhos fechados, a boca entreaberta, suspirou e disse:
- Vamos para minha casa?
Liguei o carro e fui até sua porta. Jenifer, com um sorriso pra lá de safado, beijou minha boca e disse em meus ouvidos bem baixinho:
- Vamos subir. Aqui no carro não da pra ficar a vontade.
- Não Jeni, melhor não. Disse.
- Você não me quer?
- Não é isso, acho melhor irmos com calma, está tarde, amanhã temos que acordar cedo. Disfarcei.
- Se resolver mudar de idéia, é só subir.
Jenifer bateu a porta do carro e entrou de cabeça baixa.
Fiquei por um bom tempo dentro do carro, com as mãos firmes no volante, parada, olhando fixamente para lugar nenhum, pensando nas sensações que Jenifer fazia-me sentir. Tinha vontade de subir, estar em sua casa novamente, beijar sua boca e lhe fazer amor como antes, mas o medo de deixar-me levar e sofrer tudo de novo atormentava minha cabeça.
Eu podia ir embora para minha casa e esquecer aquela noite, já tinha dado o troco, feito Jenifer pedir perdão, implorar, estava tudo acertado entre nós, não era preciso subir, ela já estaria sentindo o gosto amargo da sedução e desprezo.
Eu tentava ir embora, mas não conseguia, uma força maior tomou conta de mim, e nem lembro-me como cheguei até sua porta e toquei a campanhia, só dei-me conta de minhas atitudes quando a vi abrir a porta com a expressão mais séria do mundo.
Beijamos-nos com loucura, como se pudéssemos invadir a alma uma da outra com todos aqueles sentimentos incompreensíveis e árduos. Sem dizer uma palavra, entregamos-nos a fúria que existia dentro de nós.
Sentia-me uma tola por estar ali, em seus braços, com a saudade aflorando pelos poros, mas era impossível negar ao meu coração o desejo que sentia por Jenifer.
Amamos-nos, por horas a fio, como se a noite fosse apenas nossa, como se nunca antes tivéssemos feito. Sentia paz ao entregar-me a ela, e entreguei-me por completo, de corpo e alma, já não sentia mais medo, nem mágoa, sentia-me feliz, fazer-lhe amor foi o melhor que poderia ter acontecido em minha vida. Eu estava feliz, e ela também, um sorriso doce tomou a cena e dormimos abraçadas até o dia nascer.

Escrito por Inside às 00:15:53
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Conto. Amor Perfeito


Amor Perfeito

...anjo bom amor perfeito no meu peito sem você não sei viver... (Roberto Carlos)


Amor perfeito, deixou de ser apenas uma canção e tornou-se a mais encantadora realidade que ja vivi!!!!!
Conheci meu "amor perfeito" no dia 1º de Janeiro, em meio a uma multidão, onde eu poderia ter conhecido dezenas de outras pessoas, mas... por obra do destino, lá estava ela, linda e pavorosamente encantadora iluminando meu final de tarde, trocamos confidencias, rimos, conversamos por um bom tempo ... e eu nem sabia seu nome, então ela disse-me seu nome, trocamos telefone e nos despedimos. No dia seguinte de manhã, meu celular tocou, eu estava atolada de trabalho e nem me dei conta de que poderia ser ela, atendi:
- Alô!
- Oi... é a Ana! Tudo bem?
Eu nem acreditei quando ouvi sua voz, fiquei paralisada, meu coração acelerou e gaguejei o tempo todo que conversamos ao celular. Eu estava sendo invadida por uma estanha sensação de alegria e paz. Ana morava em outra cidade, então começamos a nos falar por telefone todas as noites. Era incrível como ela fazia-me sentir tão bem. Eu ansiava o dia todo para sair logo do trabalho, ir para casa e esperar pelo telefonema dela. Sentia uma necessidade enorme em ouvir sua voz desejando-me boa noite, isso acalmava meu coração e fazia minha pele arder cada vez mais de desejo por ela. Mesmo estando longe, começamos a namorar. Um mês depois, entrei em férias e viajei para a cidade onde Ana morava. No segundo dia fui até a casa dela, para minha sorte a mãe dela tinha saído e ela estava no micro com uma amiga. Logo que cheguei ela me levou até seu quarto, tentando disfarçar para sua amiga que estava apenas mostrando-me a casa, conversamos um pouco no quarto, ficamos com receio que sua amiga percebesse nossos olhares nervosos de saudade e desejo, decidimos sair do quarto e ir para a sala, eu saí sorrateiramente e sentei-me no murinho da varanda, eu tentava controlar desesperadamente a vontade de beijá-la, pois apesar de estarmos namorando há um mês, nunca tínhamos trocado uma única carícia sequer. Eu estava olhando para o céu, quando senti seu perfume embriagante aproximar-se silenciosamente. Meio trôpega, senti Ana sentar-se atrás de mim e roçar suas mãos delicadas em volta do meu corpo num abraço terno, ela apoiou sua cabeça em meu ombro e pediu-me um beijo. Virei o rosto para beijá-la, ela tocou em meus lábios suavemente, eu tentava manter o controle para que sua amiga não desconfiasse de nada, mas não conseguia, beijei-a com força explorando cada canto de sua boca com minha língua, eu sentia seu gosto doce, ah como era bom tê-la em meus lábios nervosos de paixão... meu corpo todo ardia de desejo naquele momento, ela me deixava louca, e assim foi na semana que se seguiu, nos encontrávamos as escondidas e quase sempre nosso tempo era curto demais para colocarmos em prática o que nossos corpos tanto imploravam. Voltei para minha cidade e continuamos a nos falar apenas por telefone, um mês e meio depois, viajei para a cidade da Ana novamente, só que desta vez fui a trabalho, quando meu pai disse que tinha negócios para resolver por lá, imediatamente prontifiquei-me para ir no lugar dele, ele assentiu, juntei o útil ao agradável e tratei logo de avisar a Ana. Cheguei por volta das duas, tínhamos combinado de sair no final da tarde, eu estava louca de saudades dela, o dia custou a passar, só pensava em resolver tudo logo e encontrar-me com a minha princesa.
Quando nos encontramos eu tive a sensação de que meu coração ia saltar de tanta felicidade. Ela estava violentamente linda e desejável, vestida de salto, calça e uma blusinha preta frente única, suas costas brancas e nuas me deixavam louca, fomos para o hotel onde eu estava e mal conversamos, ela foi logo pedindo-me um beijo, e nem esperou por uma exposta, de súbito, invadiu minha boca com seus lábios carnudos e macios, seus beijos eram ávidos e quentes, eu parecia estar vivendo um sonho, ter em meus braços a mulher que amava e desejava tão avassaladoramente era maravilhoso. Eu a beijava e tocava em seu rosto de veludo quando de repente ela afastou seus lábios dos meus e disse-me ofegante:
-Eu te quero!!!!
Uma bola de fogo correu por meu corpo. Eu também a queria muito. Nossa!!!! Como eu a queria. Nunca havia desejado tanto fazer amor com alguém como eu desejava fazer com ela, ela deixava-me zonza, sem ação e sem palavras. Coloquei uma música e comecei a despi-la, cada peça que saia de seu corpo era uma tortura maior... quando a vi completamente nua, tive a certeza de nunca ter presenciado tamanha beleza em minha vida, seu corpo era lindo, pele branca, cabelos louros e cacheados, olhos cor de mel e lábios convidativos...
Ah meu Deus... que mulher é essa?! -pensei quase que gritando
Deitei ao seu lado e a beijei com doçura, seus lábios receptivos e entreabertos procuravam minha língua desesperadamente, eu retribuí com paixão. Minhas mãos percorreram em carícias cada parte do seu corpo ardente, beijei seus seios, ela gemeu auto, beijei-os mais forte, chupei um de cada vez e ela começou a respirar ofegante pedindo-me que não parasse e dizendo em murmúrios que eu tinha descoberto seu ponto fraco, desci minha boca pela barriga e parei no umbigo, lambendo e passeando minhas mãos em seu ventre, Ana contorceu-se toda, beijei sua virilha, suas pernas e desci até a pontinhas de seus lindos pés beijando carinhosamente, subi e beijei levemente em seu clitóris, levantei o rosto e a vi me encarando num ar de súplica, Ana afundou minha cabeça em seu íntimo para que eu a chupasse, então comecei a chupá-la e pude perceber o quanto a minha gata estava molhadinha, quase enlouqueci nessa hora, subi mais um pouco e deitei sobre seu corpo beijando-a loucamente na boca, Ana pegou em minha mão e conduziu-me até sexo, até que, não suportando mais tanto desejo, toquei em seu íntimo e a fiz gozar. Ela gemia e pedia-me cada vez mais, enquanto eu a tocava e dava-lhe prazer, olhava fixamente em seu rosto e admirava cada expressão contorcida de paixão, prazer, desejo, amor, e enfim, o orgasmo.
Foi maravilhoso vê-la vulnerável e delicada suspirando por cada toque meu, senti prazer só por tocá-la, e muito mais prazer ainda quando Ana tomou as rédeas da situação e amou-me intensamente até fazer-me gozar. Nos amamos três vezes naquela noite... cada vez mais loucamente.
Após esta noite, voltei para minha cidade, algum tempo depois, fui morar na cidade da minha princesa, fui a trabalho por uns meses, fazer um estágio, e tb por causa da minha gatinha, é claro, nos encontrávamos às escondidas sempre que conseguíamos arrumar uma desculpa para a mãe dela, mas as coisas foram se complicando, a mãe dela descobriu nosso namoro e acabou nos separando, Ana ficou proibida de sair de casa, ficou sem internet e sem cel, foi a gota d'água pra mim, conseguimos nos falar por telefone umas poucas vezes, meu tempo em sua cidade estava se esgotando, pois eu teria que voltar em um mês após nossa forçada separação, consegui apenas dizer a ela que eu teria que voltar e que estaria à sua espera...
Bom, eu voltei para minha cidade, nunca mais a vi, nem ouvi sua doce voz, ainda estou à espera da minha princesa, não sei quando ela virá, ou se algum dia virá, mas continuo amando-a muito e com a esperança de que ela venha ao meu encontro.

"Anjo... aconteça o que acontecer, haja o que houver, eu sempre vou te amar, até o dia da minha morte, pois o mais importante que se pode aprender é amar e ser amada em retribuição..." ( nossa jura de amor)

Escrito por Inside às 00:12:44
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24/02/2005


Soneto de Vôo

Soneto de Vôo

 

Queria entregar meu coração ao vento

E transformá-lo num pequeno colibri

Deixá-lo voar por cada canto dos ares

E esquecer que ele tem uma raiz.

 

Queria entregar meus olhos a Lua

Para iluminar na escuridão da noite

A jornada dos justos e dos imperfeitos

E contemplar ao longe, o mar que guia-me.

 

Queria entregar minhas mãos a chuva

E umidecer cada rosa de teu jardim

Pra embriagar-te com o perfume da inebria.

 

Queria entregar meus pés ao Sol

Então, eu caminharia junto ao teu Céu

E, encontrar-te-ia no repouso do vôo.

 

Escrito por Inside às 23:55:24
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Escrito por Inside às 23:29:27
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Escrito por Inside às 23:27:40
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20/02/2005


1ª Parte

 

Poema Angustiante

 

Angustiante

É o sentimento que sufoco dentro de mim

É o ardor

Que me reprime

Por te amar

Angustiante

São as palavras

Que em mim se prendem

São as perdas

Que por ti provocadas

Me corroem

 

Continua...

Escrito por Inside às 15:27:39
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Poema Angustiante

 

2ª Parte

 

Angustiante

É saber que te quero

Mas que me proíbo

É ver em meus olhos

O reflexo do teu rosto

Angustiante

É viver meus momentos

Longe de ti

É sofrer

Por ti

 

Angustiante

É te amar

E não te ter.

 

Escrito por Inside às 15:26:59
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Poema Eu Passo

1ª Parte

 

Poema

 

Passo a passo

A dor, o vazio, o espaço

À noite, outra noite, o lamento

Olhos firmes, o pensamento

Primavera, muitas flores

O dia vago de amores

Passo a passo

A casa, o sol, chuva forte

No quintal o jasmim cheira sorte

Pela praia, passeio, o anseio

Fim de tarde, maré baixa

A areia nos pés se encaixa

O silêncio, a saudade

Tua ausência é muita maldade

 

continua...

Escrito por Inside às 15:13:12
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Poema EU Passo

2ª Parte

 

Passo a passo

O arco-íris, o Luar

Sentindo na pele o Mar

Desperto na imensidão

Descompassado fica o coração

Mãos geladas, pele ardente

Confusão é o que se sente

Passo a passo

Acordo, noite enluarada

Tu dormes em minha madrugada

Rosto tranqüilo e singelo

Te ver dormindo, é belo

Compreendo, agora, então

Foi um triste sonho em vão

Nem distante, nem ausente

Teu sorriso é o meu presente

Tua voz é a realidade

Teu amor a minha verdade.

 

Escrito por Inside às 15:11:31
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Eu passo

E ninguém me vê

Eu sofro

E ninguém percebe

Ninguém me persegue

Por um segundo

O Mundo todo fica surdo

E cego

Pisoteando meu Ego

Derrubando a razão

Maltratando a emoção

Eu sou nada, e nada sei

Nem mesmo sei onde andei

Eu choro

Imploro

Por um momento de verdade

Por um sentimento de realidade

Pra ser forte

Vencer a morte

E ser feliz... outra vez.

Escrito por Inside às 14:56:06
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Soneto

Escrito por Inside às 14:24:41
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BRASIL, Sudeste, SAO SEBASTIAO, Juquehy, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Cinema e vídeo, Arte e cultura, poesia, literatura, game, viagens, conto